SECRET FASHION – Concept Fashion

SECRET FASHION

Por trás de grandes nomes, grandes mulheres!

Durante muitos anos as mulheres vem conquistando seu reconhecimento profissional junto aos homens e no mundo fashion não é diferente. Apesar de seus trabalhos notáveis, essas profissionais nunca receberam o mesmo destaque do que os homens de suas épocas. Vamos conhecer essas mulheres incríveis da história que acabaram ficando escondidas.

Maria Grazia Chiuri é a primeira mulher a dirigir a Dior, mas o que poucos sabem é que lá em 1946, ao lado do fundador da casa três grandes mulheres cumpriram um papel fundamental para que a maison alcançasse a relevância que tem hoje. Raymonde Zenacker conheceu Dior quando ele ainda era um dos estilistas secundários da Maison Lelong. Naquele momento, reconhecendo o seu talento ela disse que para onde ele fosse, iria logo atrás. Assim, em Dezembro de 1946, Zenacker entrava na casa no posto de diretora de estúdio. Marguerite Carré foi a primeira première de Christian, ou seja, sua primeira diretora técnica. Responsável por coordenar as equipes de costureiras para traduzir os desenhos do estilista nos incríveis vestidos que a casa confeccionou ao longo de sua história. Por fim, Mitzah Bricard, encarregada pela confecção de chapéus e cabeças da etiqueta. Tinha um estilo marcante, usando sempre seu chapéu que deixava uma tela cair sobre seu rosto, alguma peça em estampa de leopardo e pérolas em volta do pescoço, sendo também uma musa de inspiração para o fundador da marca. Assim formavam as três mosqueteiras de Dior.

Lucy Christina ou Lady Duff-Gordon, chame-a como quiser, desde que se reconheça o seu valor para a história da moda. A britânica deu início em sua carreira como costureira quando se separou de seu primeiro marido e não demorou muito para que deixasse de costurar e abrisse seu próprio ateliê em 1893, a Lucile. Seus vestidos drapeados em tons pastel foram sucesso total em 1915. No quesito inovação, foi ela quem teve a ideia “do desfile”, na época chamado de “mannequin parade”. Foi também uma das primeiras a criar coleções com preços mais baixos para grandes lojas. O mais inacreditável, no entanto, é que Lady Duff-Gordon foi uma das passageiras do navio Titanic, que chocou-se com um iceberg em 1912. Ela e seu marido escaparam da tragédia pelo Lifeboat número 1. Nem um Iceberg segurou seu sucesso.

Outra grande mulher para o mundo fashion é Sybilla. Nasceu nos Estados Unidos, mas passou a vida toda na Espanha e foi lá que conheceu e pegou gosto pela moda, no mesmo país de Cristóbal Balenciaga. Se Cristóbal era o purista que pensava muito mais na estrutura e na forma de uma peça do que em suas texturas ou cores, Sybilla unia os dois mundos e adicionava romance e humor a criações impecavelmente bem construídas. Sua etiqueta surgiu em 1983 e não demorou para crescer. Desfilou em Milão e em Paris durante algumas temporadas e, com isso, expandiu seu negócio fazendo vestidos de festa e cosméticos. Rolou até uma colaboração com a Louis Vuitton! Em 2005, acabou se afastando de sua área, mas em 2015 voltou com o controle total de suas atividades, desde a produção do tecido até as vendas em sua loja em Madrid. Acompanhe seu trabalho pelo Instagram da marca.

Não é segredo que Martin Margiela é um dos principais nomes do mundo da moda. No entanto, o que poucos sabem, é que por trás do misterioso belga, escondia-se Jenny Meirens, uma mulher extremamente sensível para captar o espírito de seu tempo. Entre as suas contribuições para o sucesso da Maison Margiela, além de ter descoberto o designer em um concurso na Bélgica, está a ideia de deixar as peças da marca sem etiqueta. Mas para agradar a todos, deixaram as roupas sem label, mas em contrapartida, quatro pontos costurados em branco tornaram-se o registro distintivo de suas criações. Meirens também cuidava do lado business da empresa. Se o design controverso e de difícil assimilação do estilista se tornou rentável, a responsabilidade é de sua gestão inteligente e corajosa. Criando soluções cada vez mais baratas e criativas para resolver seus desfiles, coleções, lojas, entre outros. Em 1997, foi ela quem fechou o contrato da Hermès com Margiela. Apesar de muito criticado “por ter se vendido” para uma marca de luxo muito mais comercial, o estilista conseguiu aproveitar o dinheiro que ganhou nesses seis anos para investir em sua própria etiqueta.

Essas são algumas mulheres que não ganharam os holofotes da moda, mas que fizeram parte da construção de histórias de grande sucesso!