RECORDAR É VIVER – Concept Fashion

RECORDAR É VIVER

Objetos de recordação influenciam a moda!

Um grupo de designers apostam no resgate do afeto e faz dele e de suas expressões o grande tema da moda. Enquanto o mundo parece estar desmoronando a nossa volta, poder guardar um objeto que conte uma história, cheia de boas recordações é no mínimo reconfortante. Elementos viram material para grandes designers que já detectaram esse desejo, onde memórias são trazidas em objetos que simbolizam os laços pessoais alimentando coleções que buscam gerar uma conexão aos valores em comum.

A Gucci é umas das marcas que apostam forte nessa questão de trazer de volta memórias familiares e agradáveis em suas coleções. O filme de Petra Collins para a campanha eyewear da grife é um ótimo exemplo para entender esse movimento.

Pelos óculos da avó, dois irmãos correm uma jornada por um mundo novo de poesia e alegria. Eles viajam pelo olhar dela, seu jeito de ver o mundo. Por outro lado, também refletem a perspectiva criativa de Alessandro Michele, diretor criativo da grife, e sua visão de moda singular, movida pelo desejo de colecionar bons momentos. Seguindo esse mundo de simbologia familiar e de agradáveis lembranças, podemos dizer que o filme também foi feito em torno desse ambiente, já que Petra é neta e prima dos protagonistas e escolheu filmar tudo em seu país natal, a Hungria. Portanto, a campanha reúne todos os elementos que estão se transformando em coleção, desfiles, anúncios e produtos de moda.

Essa tendência é como um baú de tesouro de recordações e sentimentos, onde o cachorro da estampa é o retrato de um cão da família, o padrão de uma almofada da casa de alguma tia, um pedaço de lembrança de uma blusinha de lã usada na infância. O que é o tempo perto da extrema e eterna proximidade que sentimos com aqueles que amamos e as memorias que herdamos ou construímos juntos.

Além da estamparia e das aplicações, outros elementos da própria roupa ajudam a ilustrar a ideia nas coleções de Dolce & Gabbana, Etro e Alexander Mc Queen. São corações, roupas casulo que remetem ao aconchego e autoproteção, os acessórios que parecem ou não suvenires, objetos afetivos especiais, herdados ou garimpados, os bordados feitos à mão, tudo isso fala sobre história pessoal e vários tipos de conexão.

Muitas marcas estão utilizando dessa proximidade familiar para lançar suas coleções e mais amor pelo mundo como a Stella McCartney, Prada e Diesel, ou também para expor ideias de humanidade e igualdade como a Missoni que entraram na passarela com os pussyhats, gorros cor-de-rosa com orelhas de gato que foram usados na Women’s March tornando-se um dos símbolos da luta feminista. No fim do desfile, Angela Missoni convocou seu clã para se juntar às modelos e dar um recado sobre moda, união e política.

Escolha o seu objeto para recordar!