ABOUT THAT BASS – Concept Fashion

ABOUT THAT BASS

Reeducação para atender o mercado Plus Size 

A moda plus size feminina vem ganhando seu espaço. O que antes as mulheres mais curvilíneas viam como um problema na hora de comprar roupa, hoje elas podem se deparar com muito mais opções do que antes e o mercado para atende-las só aumenta.

Tal crescimento se deu quando movimentos positivos sobre seus corpos como o “The Body Positive and Fat Acceptance” atingiram seu auge em 2015, o que gerou um grande impacto no mercado plus size.  Desde então, blogueiras e influenciadoras no Instagram se colocaram a frente desses movimentos, ganharam seu espaço e fizeram com que a percepção do consumidor mudasse.

Um dos grandes exemplos de que o movimento chegou a um patamar estrondoso foi o sucesso da música “All about that Bass” da cantora Megham Trainor, lançada em 2014 e também, um outro exemplo que podemos citar, são as tribos da moda plus size, que vêm emergindo nas redes sociais: “Retro Darlings”, “Streetwear Flair”, “Ultrafeminine”, “New Grunge” e “The Ecletics”.

Antigamente, as marcas faziam as roupas pensando que seu consumidor plus size quisesse esconder seu corpo em roupas largas, porém agora estudando de maneira detalhada, elas sabem que ele quer se vestir de acordo com as últimas tendências da moda e gosta do seu corpo da maneira como ele é. Pensando nisso, lojas online emergiram e celebridades também se envolveram criando sua linha de roupas como Melissa McCarthy Seven7 e Beth Dito.

Com um longo caminho a percorrer dentro desse movimento, a América Latina não ficou de fora e apesar de ter chegado tardiamente devido ao tradicional enfoque que o Brasil, Colômbia e México têm no corpo perfeito, o mercado plus size também vem conquistando seu espaço e as marcas viram que não podem mais ignorar esse segmento.

Todavia, mesmo com toda essa visibilidade que o movimento ganhou, ainda é preciso educar as marcas e lojistas sobre alguns pontos, como incluir uma modelo plus size junto às outras em uma campanha e não tratá-la como uma entidade separada, ou então deixar os produtos disponíveis na loja sem ressaltar o quão mais magra a consumidora pode parecer. Além de, também, criar coleções plus sizes pensadas para diferentes idades e gostos e não tratar o plus size como um público só.